Eu fotografei todas as minhas roupas durante um ano

… e é claro, cheguei a algumas conclusões. Que hoje compartilho aqui, para futuras referências.

Quem divulgou que faria isso em 2019 foi a Fê Neute, e eu achei a ideia bem bacana. Sempre gostei desse negócio de ter um projeto de um ano de duração, mas também tinha receio de não dar conta do recado. Esse era fácil.

Meu objetivo era analisar todos os looks ao final, para poder entender melhor o meu estilo, o que eu gosto em mim quando uso, o que definitivamente não me favorece, e poder comprar roupas com mais consciência.

Acho muito lindo essa gente que fica um ano sem comprar, tipo a Jojo, mas eu não me vejo fazendo algo do tipo. Eu comprei menos, sem dúvidas, porque quando entendi mais o que eu queria, perdi a vontade de comprar certas peças.

Ainda quero comprar algumas coisas, e acredito em continuar de tempos em tempos renovando o acervo. As roupas e os acessórios, assim como a maquiagem e as unhas, são para mim um lugar muito legal de me expressar, de criar identidade e é um processo lúdico.

As conclusões que cheguei foram as seguintes:

  1. Não tenho certeza da minha paleta de cores, mas que é verão, isso é.

Meu sonho de princesa é fazer aquele negócio de análise da coloração pessoal, mas por enquanto, ainda não tive coragem de gastar com isso. Daí futucando na internet, e vendo pessoas que pareciam mais ou menos com a minha cartela de cores, eu cheguei à conclusão de que sou verão claro, ou verão suave.

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Imagem: We Fashion Trends

2. Também não sei o nome técnico, mas eu sou mais larga em cima do que embaixo.

Eu não tenho cintura, os quadris são estreitos e os ombros e costas, largos. As pernas são duas cambitinhas que, ainda por cima, são tortas de nascença. Isso faz com que, intuitivamente, eu goste de usar volume na parte de baixo, como saias e vestidos.

Eu também sofro de síndrome do intestino irritável, e por isso, começo o dia com o buchinho bem recolhido, e termino estufada. Nada apertado na cintura me apetece, porque acaba marcando a pele, é desconfortável.

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Adoro essa pantacourt, apesar da cor não me favorecer. Ela dá volume no meu quadril, assim como as saias rodadas.

3. Calça é uma coisa que eu detesto, e além disso, não sei usar.

Eu gosto muito de vestidos. No ano passado, por conta do projeto, me esforcei em usar mais combinações de duas peças, como saias/calças e blusas, mas esbarrei no fato de que eu não tenho nenhuma calça legal. As poucas que tenho, e são para o frio, eu acho feias.

Fica aí um objetivo, encontrar uma calça que eu goste. Tem uma calça térmica, que comprei quando fui pela primeira vez ao Japão, que dá mais volume e imita um pouco alfaiataria. Gostei do efeito dela.

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Calça do Japão: terceira em sentido horário.

4. Eu não passo roupa, mas minhas roupas precisam ser passadas.

Até 2015, eu nunca havia tido um ferro de passar em casa. Ganhei um usado da minha mãe, quando ela foi embora do Brasil. Então eu usava muitas roupas elásticas, com tecidos que já saíam desamassados do varal.

Só que no ano passado, eu também decidi que não ia mais comprar nada de poliéster e outros materiais sintéticos, o que acabou gerando várias peças de linho e algodão, que amassam muito. Eu não me tornei uma exímia passadora de roupas e saio bem amassadinha por aí ainda, mas aprendi a dar um jeitinho em algumas, para me sentir apresentável.

5. Eu sou muito romântica!

Eu não posso ver um frufru numa roupa que já quero ela pra mim! Uso muita saia rodada, plissados, rendas, botões fofinhos, sapatilhas coloridas. Tenho literalmente dezenas de coisas nesse contexto em casa, e virtualmente nada com temáticas diferentes, como as tachinhas (spikes?), camisetas de bandas de rock, vestidos meio boho, saia longa, e outros estilos que são comuns.

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Estampa floral, rendas, amarração atrás, saia rodada, mais floral.

6. Eu também sou preguiçosa…

Tenho coisas que eu acho feias, não me gosto quando uso, mas mesmo assim não me desfaço delas. Só pela praticidade, pelo fácil que é enfiar pela cabeça e sair usando. Fiquei com esse objetivo de substituir as coisas feias e fáceis por coisas bonitas e fáceis, mas ainda é uma construção.

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Não quero mais nenhum desses vestidos, porém ainda possuo todos.

7. Eu não gosto de muitas coisas consideradas básicas pelas revistas de moda.

Jeans em todas as peças eu acho medonho, com especial ênfase em jaqueta e saia jeans. Roupa preta é algo que eu virtualmente só possuo de maneira residual, um sobretudo do frio, cujo investimento é mais alto, e as camisetas térmicas. Vestido longo, Deus me free. Legging, só pra academia mesmo. Nas fotos eu percebi que acho tudo isso ainda mais horroroso do que no espelho!

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Eu acho isso tudo terrível, e a combinação uma molambeira só.

Me diverti muito analisando as peças, escolhendo as que mais gostei e refletindo sobre mim e as minhas preferências. Mais um tijolinho na construção do meu autoconhecimento!

Quem sabe daqui uns tempos, isso mude (como a vida muda) e eu revise as minhas peças prediletas.

🙂

 

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