O que fazer em Coroa Vermelha (BA)

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Nossa pousada – acho que se chamava Vila Aconchego, mas não importa. Entra no booking que você vai achar a sua!

Logo antes de sair de férias em 2018, incomodada com o mau tempo, o frio e a vontade de estar num lugar mais quentinho e agradável (o que até gerou essa postagem aqui, com 8 passos para sobreviver ao frio), eu certo dia, simplesmente olhei pela janela do trabalho, abri o navegador e… comprei uma passagem para Porto Seguro.

Anos atrás havia ido visitar uma amiga, no sul da Bahia, e acabamos passando uma semana em Porto Seguro, inclusive a virada de ano, num condomínio de casas com piscina.

Lá é uma maravilha de casas, pousadas, hotéis e tudo o mais que você imaginar. A estrutura para turistas é imensa, fica lá o ano inteiro, e fora de temporada (especialmente durante a semana) os preços são muito bons. Dizem que é indiscreto citar valores, mas eu fiquei numa pousada deliciosa, com ar-condicionado, piscina, café da manhã e rede na sacadinha do lado de fora, por R$320. Não por pessoa – para o casal!

Ao invés de me concentrar na parte mais populosa, ficamos em Coroa Vermelha, ao lado de Porto Seguro – achei a praia mais bonita, e dizia ser menos lotada, menos cara. Era isso mesmo – ficamos a 2min andando da feira dos índios pataxós, que visitávamos todos os dias, para bisbilhotar os artesanatos, comprar biquíni (minha mala foi extraviada), beber água de coco. Tomamos milhares de água de coco!

O tempo abria e fechava direto (final de setembro), chuviscava, mas sempre deu muito sol e calor. A água não estava tão quentinha quanto me recordava, mas ainda assim é muito mais quente que o litoral catarinense. Achei a Passarela do Álcool um pouco decadente, mas passeamos e jantamos por lá uma noite – em Coroa Vermelha, jantar não é o forte.

Ainda assim, nos concentramos totalmente em Coroa Vermelha, porque era importante para nós o descanso, o contato com a natureza, uma vida mais devagar. Deitar na rede, curtir a piscina da pousada, ter uma alimentação mais relaxada e divertida.

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Não faltava comida sendo vendida na areia

Fizemos tudo isso! Chegamos numa segunda-feira à tarde, desembarcamos num aeroporto menor do que muitas rodoviárias que já vi, não encontramos minha mala, e depois de deixar os contatos, liguei o uber para ver se conseguiria pedir um.

Havia lido na internet, que o uber não tinha conseguido chegar lá, porque os táxis eram uma espécie de máfia, agindo sem taxímetro, cobrando só no dinheiro, enfim. De fato, haviam pouquíssimos uber disponíveis, e o nosso, solicitou esperarmos fora do aeroporto. Para evitar confronto com os taxistas.

Fizemos uma caminhada, não exatamente segura, tampouco exatamente perigosa – você sai caminhando, pela rua onde todos os carros passam – até uma locadora de carros. Não tem calçada, nem acostamento direito, e você está vulnerável aos carros. De dia, acompanhada, achei tranquilo, mas é algo a se analisar antes de escolher como sair.

Embarcamos no nosso uber, e fizemos a viagem até Coroa Vermelha, onde ficaríamos. Tudo certo em nossa pousada, fomos atendidos com muita simpatia, o dia estava meio nublado e nós bem cansados. Ficamos descansando na rede, vendo os coqueiros balançarem, entrando no ritmo mesmo!

A feira de artesanato dos índios pataxós ficava praticamente em frente a onde dormimos. Uma das coisas que mais me doía no coração, era que não tínhamos bagagem despachada prevista na franquia, porque dá vontade de levar tudo! Os artesanatos são belíssimos, lindos de encher os olhos, mesmo. E tudo muito barato.

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Porque choras, China? hehehe

A feira vende um pouco de tudo: roupas, principalmente de praia, artesanatos em madeira (colher de pau, pentes, tigelas, luminárias), óleo de coco de todos os jeitos, para usar como bronzeador, comidinhas preparadas com cacau, licores.

Trouxemos algumas poucas coisinhas para usar em casa: um jogo americano de tear, uma camiseta pintada à mão para minha tia, um pássaro pintado de madeira para meu pai colocar no sítio.

Ela funciona mais ou menos entre 9h da manhã e 17h da tarde. No Nordeste, não tem horário de verão, e escurece bem cedinho. Infelizmente a feirinha não funciona à noite, nem vende muitas alimentações.

Seguindo pela feirinha, a gente chega no marco inicial do Brasil, onde os jesuítas celebraram a primeira missa. É de partir o coração o descaso total com um monumento público importante, está tudo meio destruído e depredado, completamente desvalorizado.

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Isso é a fachada de uma casinha da vila! Não é a coisa mais linda do mundo?

Já na praia de Coroa Vermelha, existem inúmeras opções de barracas (como eles chamam os restaurantes lá), com mesas, cadeiras, guarda-sol, espreguiçadeiras e até redes. Todos os dias, escolhemos uma, e ficávamos por ali, pegando a sombra, tomando uma cerveja, vários sucos de frutas diferentes (meu preferido é o de cajá), e almoçando muito bem.

A alimentação lá é extremamente mais barata do que aqui nas praias do sul. Eu comi um polvo à portuguesa por R$120 – para duas pessoas e com acompanhamentos! Isso, fora os simples pratos com peixe, a lagosta vendida por R$20 cada uma (tanto pelos ambulantes, como pelos restaurantes). Tudo delicioso e muito bem feito, com bastante coentro!

Na noite em que jantamos em Porto Seguro, particularmente, a nossa comida não chamou a atenção. A Passarela do Álcool fora de temporada fica meio capenga, muito lugar fechado, muito lugar aberto também, oferecendo coisas boas demais pra ser verdade.

Mas precisamos citar onde almoçamos antes de ir embora: foi uma pesquisa certeira que fiz, queria almoçar no melhor restaurante da cidade, para comer comidas típicas. Foi assim que chegamos no Rabanete, um restaurante maravilhoso no centro, com buffet extremamente variado e tudo feito com muito capricho. Uma mesa de sobremesas de colocar qualquer café colonial daqui com vergonha! Fora que a casa é uma gracinha, estilo colonial, muito bem decorada. Amamos e vamos voltar!

 

 

 

 

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