2019

Comecei 2019 muito mal, estropiada e adoecida. A depressão estava no ápice, pois a primeira medicação não fez efeito.

Estava trabalhando, mas agia de maneira automática, sem saber direito o que fazer. Detestava conversar, principalmente com um senhorzinho simpático e falador que trabalha aqui ao meu lado. Fugia dele.

Pela primeira vez, peguei uma licença médica enorme, que me levou ao INSS. Troquei o medicamento, amarguei um tempão até conseguir um equilíbrio sobre os efeitos colaterais (conto sobre isso nesse post), mas mantive o tratamento, sentindo os benefícios do efeito principal.

Pouco a pouco, fui adentrando em mim, me reconectando comigo mesma. Identificando a chegada de uma crise, ou mesmo quando estava precisando não forçar. Isso é um patrimônio que eu construí, esse auto-conhecimento me levou mais longe, me fez saber mais de quem eu era, o que eu queria. Finalmente, comecei a sentir que estava desvendando a mim mesma, sabem?

Minha família se mudou para São Paulo, e começamos uma vida divertida de ir direto pra lá. Conheci lugares que era doida pra conhecer há muito tempo, restaurantes em que sempre sonhara comer. Foram meses muito interessantes, cheios de novidades. Revi muitas amigas e amigos, voltei a me sentir sociável.

Viajei muito, ainda bem: voltamos em Buenos Aires, Curitiba (para o show do maravilhoso Jorge Drexler, meu crush uruguaio) conheci Miami, Bimini (Bahamas), voltei em BH e conhecemos a região dos Lagos, no interior do Rio. Sinceramente, por mim voltaria lá sempre, até moraria lá! Descobri, nessas de me conhecer e me curar, a importância de estar em contato com o sol, com a luz, e com a natureza ao redor. Comecei a escolher destinos de mar azul turquesa não à toa.

Ainda mais bacana, finalmente comecei a desenvolver uma ocupação paralela, para poder sair da repartição! Esse ano, tudo vai ser melhor, diferente. A profissionalização dessa minha atividade, tem me dado muita alegria e motivação, e eu percebo como é valioso estar finalmente fazendo os movimentos que preciso para poder realmente mudar de ocupação.

As dificuldades de 2019 foram totalmente internas, de aprender a me conhecer, a me cuidar, e a entender que as fórmulas de antigamente não solucionam meus problemas atuais. Que o que eu gostava antes, não necessariamente me representa agora. Isso inclui até algumas pessoas, cuja participação em minha vida no passado foi imensa, e hoje, não fazem mais sentido.

Aprendi a gostar de yoga, corri uma provinha de 5km, comecei a fazer acupuntura e terapias alternativas, voltei à psicoterapia. Cometi muitos erros, inclusive, magoei algumas pessoas. Me arrependi, me culpei, tentei aprender com tudo o que aconteceu – até escrevi sobre isso aqui, embora saiba que isso não conserta.

Eu adorei ter vivido esse ano, e me sinto feliz e agradecida por cada uma das suas fases. Parece que eu vivi uns 3 anos num ano só! Foi incrível, e eu me sinto empolgada a respeito de tudo em 2020!

 

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