Barras de access, cone chinês e eu pagando a língua

Como fiz meu mestrado em saúde coletiva, se tem um negócio que tenho extremo rigor é a respeito de tratamentos e terapias individuais. Aprendi com muitas horas-bunda de estudo que é preciso ter responsabilidade antes de propagar qualquer boato ou notícia a respeito.

Nisso obviamente se encaixam as terapias alternativas, que nunca tiveram muita atenção da minha parte. Porém, meu médico mais querido e da minha extrema confiança, que trabalha no SUS, me comentou que caso fosse do meu interesse, ele me daria encaminhamento para sessões de acupuntura.

Acupuntura eu não tinha nada contra. Salvo uma experiência anterior meio malsucedida, mais de 10 anos atrás – mas que não chegou a fazer mal.

Aí, os meses passando e a enrolação crônica me fizeram esquecer o assunto, até que lá pelo mês de setembro, no lugar onde eu faço massoterapia, apareceu uma acupunturista (enfermeira). E fui então conhecer.

De conhecer a sessão de acupuntura, passando pelas ventosas de calor (fogo dentro de um vidro), também aproveitei e experimentei a tal da barra de access. E meu torcicolo se desmanchou tal como um algodão doce no vento.

Aí eu provei o cone chinês – derreter uma vela dentro do ouvido da pessoa (é um procedimento seguro, apesar da minha informalidade na descrição). Pareceu angustiante, mas eu estava tão feliz com os resultados obtidos das outras terapias, que resolvi experimentar essa também.

Achei desnecessário  e não senti benefício algum em outras partes do corpo ou da mente. Mas de fato, meu ouvido ficou bem mais limpo e sem coceiras – razão pela qual, farei de novo na tarde de hoje, em que estou meio surda por um resfriado.

Todas as semanas, desde então, vou até a salinha paramentada da enfermeira, cheia de frases motivacionais, luz indireta e aromas (não de incenso, ainda bem, de óleo essencial) e escolho algo que me possa fazer bem para aquele dia.

Não é terapia, mas é terapêutico!

Ela é uma pessoa bastante querida e gentil, e pela expertise da enfermagem (daquelas que se vira, dá plantão, tem pacientes particulares em casa, etc), tem um toque muito certeiro. Além do que, com essa vida atribulada, sempre tem uma história interessantíssima para contar.

Como tenho me sentido bem, estou aguentando no osso as piadas e olhares desconfiados de amigos céticos como eu. Se é só efeito placebo, espero que continue… está me ajudando!

 

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