Arraial do Cabo – junho de 2019

Essa é uma postagem de muita saudade e alegria. Fomos conhecer Arraial em junho desse ano, saídos de São Paulo de carro. Foi o dia todo na estrada – cerca de 7h. Claro que fizemos quantas paradas achamos necessárias, sem pressa.

Escolhi Arraial do Cabo pois tinha um objetivo muito claro nessas férias: ter um mar azul e cristalino bem na minha frente. Todo o resto era secundário, se eu tivesse essa visão. Precisava de sol, calor e natureza. Fui descartando destinos mais longe. Alguns pelo tempo não estar tão bom, outros pela distância, falta de tempo, e por aí foi.

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Como vocês podem ver, o azul foi alcançado com sucesso

De bônus, ainda encontramos um hotel muito do maravilhoso, com um preço muito abaixo do que costuma-se cobrar pela qualidade oferecida, exatamente na cidade ao lado, Cabo Frio.

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Dona Thais já foi mais humilde – Hotel Solar do Arco

Chegamos no contrafluxo de um domingo à noite, e encontramos Cabo Frio já bem escura, com uma noite fresca, e jantamos na pracinha fofa do bairro Passagem, que me lembrava Parati com o seu casario histórico. Jantamos num restaurante tão barato, e tão bonito, que ficamos até com medo (aquela velha história de “quando a esmola é demais, o santo desconfia”) e fomos extraordinariamente surpresos com a delícia da comida.

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Só pra vocês imaginarem o bairro com jeito de PROJAC. Digita “bairro Passagem” e clica em imagens

Na manhã seguinte, depois de muito enrolar no café da manhã mais que maravilhoso, fomos pra Arraial. Já no trajeto, estávamos encantados com os tons de azul do mar, com as dunas, e nem sabíamos direito por onde começar.

Chegamos no “centro”, na realidade, no píer de onde saem todos os barcos de passeio e contratamos o nosso. Um passeio de 4h, com 3 paradas para mergulhar, banheiro, água e wifi dentro do barco, nos custou R$50 por pessoa (custa exatamente o dobro em alta temporada).

Primeiro, a Ilha do Farol, que é protegida e cuidada pelo exército. Você paga uma taxinha a mais (acho que são R$12 por pessoa) e vão entrando em levas. O número de pessoas lá é limitado para melhor preservar. Ali mesmo já comecei a desbundar, e vejam se estou errada:

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Foi ali meu primeiro mergulho, acompanhando de perto o nado gracioso de uma tartaruga, cruzando cardumes, às vezes na contramão, às vezes junto deles. Eu vi um peixe-espada, eu vi tantas coisas lindas e diferentes, ouvindo o som abafado da minha respiração.

Uma sorte que demos, foi também que junho é a temporada das baleias, fato que desconhecíamos ao marcar a viagem. Diversas vezes naquela tarde, parávamos o motor do barco, e íamos lentamente nos aproximando das baleias passeando. Elas nadam muito rápido, fazem aquele esguicho pra fora da água, uma gracinha!

Li muito sobre a água ser fria, e estava meio assim. Mas pode ter sido sorte, ou o costume, acho que a praia do Campeche costuma ser muito mais gelada!

No dia seguinte, minha vontade era de fazer o passeio de barco de novo, e não precisar escolher nenhuma praia. Mas acabamos decidindo pela trilha da Praia do Forno, uma caminhada muito tranquila de menos de meia hora. Queríamos mais tempo pra mergulhar por lá, e achamos que valeu o tempo. Vimos mais tartarugas, peixes e ouriços diferentes, e me impressionou o tanto que eles não têm medo dos seres humanos.

As pessoas são de uma simpatia ímpar. Adoramos todos os dias que estivemos lá, e só voltei porque era obrigada. Juro que moraria em Cabo Frio, se pudesse!

Algumas considerações práticas:

  • eu li muito sobre como em alta temporada e feriados, Arraial fica insuportável. Então, pretendo voltar sempre nesse contrafluxo, para pegar melhores preços e nenhum trânsito;
  • de fato, Arraial é pequenina e pouco urbana, uma cidade de praia mesmo. Como estávamos de carro, era tranquilo dormir em Cabo Frio, mesmo que não seja num hotel boutique;
  • os pedágios são pesados na estrada. Gastamos mais de R$100 brincando, num trecho bem pequeno;
  • nós nos alimentávamos de maneira simples. Depois de comer bastante no café da manhã, tapeávamos o estômago com bolachas, salgadinhos e frutas comprados no supermercado, e deixávamos pra jantar à noite. Em Cabo Frio, a oferta de restaurantes com preços dignos é imensa, e não tivemos dificuldade de encontrar sempre boa comida com bom preço.

 

 

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