Um dia em NY

Nem tem o que dizer: viajar para Nova Iorque é o sonho de praticamente toda pessoa que prospecta destinos de viagem ao redor do mundo, e pra mim, encantada por grandes metrópoles (e o automático acesso à gastronomia do mundo todo), era um sonho até meio que urgente.

Mas eu colocava naquela caixinha de “fazer quando puder fazer bem-feito”: queria poder ficar bons dias, ter um orçamento razoável destinado às refeições (e à compra de ingredientes, hihihi), e me hospedar em algum local de boa localização e acesso, com certo conforto (e isso é imensamente caro lá).

Aí, voltando de Tokyo em dezembro do ano passado, o presente: uma conexão de 13h, chegando em JFK e saindo de Newark. Um dia inteiro para andar por NY!

Me atirei feito uma louca em sites, blogs e customizei o meu roteiro curtíssimo, pensando no que poderia enfiar em tão pouco tempo. Um parque, a Times Square, um WholeFoods (sim). Todo o resto seria lucro. Minha mãe enfiou que queria ir na 5ª comigo, comprar uma jóia. E eu, enfiei que queria ficar um bom tempo no Bryant Park, pois tinha lido sobre a Feira de Natal que estaria acontecendo lá. E a Biblioteca Pública, morta de saudades de Sex and The City.

E no dia 19 de dezembro, aterrissei na cidade que não dorme…

Passamos com facilidade pela imigração (praticamente sem filas, só o nosso voo lá no local), como se tratava apenas de uma conexão, não providenciamos nenhum documento. Com facilidade, pegamos o metrô, e chegamos próximos do centro. O frio congelava dolorosamente, ventava.

Deixamos nossas bagagens num local específico para isso, encontramos um lugar aquecido (o Madison Square), com wi-fi, e bebemos um café, baixamos um ou dois endereços no google maps e iniciamos.

Depois de uns poucos dias em Tokyo, cidade que de dá a sensação de ser perfeita (urbanamente falando), NY me parecia suja, bagunçada e ruidosa. Ainda assim, impressionante.

Chegamos no Bryant Park – era bem menor do que eu imaginava enquanto lia a seu respeito. A tal feira de Natal, sem dúvida a mais sem graça que já vi (sou mal acostumada com as feiras do leste europeu). Mas o parque, lindinho, uma jóia incrustada no meio do caos (barulho e sujeira e muito trânsito), com um dos maiores clichês (e que eu mais queria ver de perto): a pista de patinação no gelo.

 

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Era um frio desumano, mesmo com tudo o que eu tinha de mais quentinho, e esse sol fraquinho era o da uma hora da tarde – mas eu estava no Bryant Park!

Guiada pelo cheiro, encontrei uma batata frita trufada, vendida em sacos de papel pardo, rústica, absurdamente deliciosa. Comemos num banco, rapidamente, o frio congelava nossas batatinhas fritas. Saímos andando, pelo lado de fora do parque, até entrar na Biblioteca Pública de Nova Iorque.

Aquele prédio inspirador e tão antigo, a exemplo de diversas outras bibliotecas que tive o prazer de conhecer no mundo, era muito funcional, moderna, abundante em recursos (além dos livros, obviamente). Dela, dos seus fundos, janelas imensas davam vista para o Bryant Park, de onde acabáramos de sair, banhando tudo de um dourado suave de sol de inverno.

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A janela lateral da Biblioteca Pública de NY, da qual eu voltei a ver o Bryant Park

A Biblioteca é toda suave e dourada. Quentinha, nos abrigou e fortaleceu na caminhada até o próximo objetivo: A Tiffany’s da 5ª Avenida. Fui passando e reconhecendo aqueles cenários tão conhecidos, ao mesmo tempo, completamente novos para mim. O frio me tirava um pouco o juízo.

Antes de entrar na loja, um momento de contemplação na lindíssima decoração de Natal ali do Rockefeller Center – e mais um clichê, a sua imensa pista de patinação. Completamente abarrotado de turistas do mundo todo, lutando por uma foto digna.

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Fui conferir in loco as novidades e promoções da Victoria’s Secrets, marca à qual sou fiel há mais de 15 anos, raramente comprando roupas e lingerie, mas sim, os produtos de beleza e seus cheirinhos frutados. Comprei um hidratante novo para mim, lá.

Caminhando, chegamos na Times Square – ainda era dia, mas o colorido era grande. Não me impactei tanto, talvez por estar voltando do Japão. Ao caminhar de volta para resgatar nossas bagagens, ainda entrei no Whole Foods e achei tudo muito bacana, muito legal, mas para nossa sorte, hoje em dia, temos infinitas alternativas aqui.

 

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Resgatadas as malas, caminhamos até a rodoviária. A rodoviária era também um show à parte, além de ser mais um cenário que te promove um dejavu. O motorista de nosso ônibus parecia um personagem de filme, com seu sotaque caricato.

Em menos de 1 hora, estávamos em Newark, prontas para recomeçar a viagem.

A contabilidade do dia foi a seguinte:

7 dólares de metrô

10 dólares para guarda-volumes

12 dólares pela batata frita (parece caro, e é, mas a porção era muito generosa e realmente uma delícia)

17 dólares de ônibus saindo da estação de ônibus direto ao aeroporto de Newark

O restante foi destinado para umas comprinhas, hihihi. Mesmo com pouco tempo, demos um jeito de passear um pouco nas lojas que gostamos e eu até comprei duas camisetas, um par de brincos… Não entrei em nenhuma farmácia, no entanto, porque sabia que não teria o tempo necessário para avaliar se na conversão, alguma das novidades me interessava.

Também optamos deliberadamente por não entrar em nenhum restaurante para uma refeição com calma: havíamos recém tomado o café da manhã no avião (um voo da ANA é coisa farta), quando comemos as tais batatas, nem tínhamos fome. Comemos um hamburguer no aeroporto apenas para terminar de gastar os dólares, juntando as moedinhas.

Tudo o que fizemos, foi com pesquisa na internet, usando blogues em português que ajudam e ensinam a sair do aeroporto, a retornar ao aeroporto, vendo postagens sobre “o que fazer numa conexão longa”, fazendo escolhas cruéis (não sair daquele perímetro, não parar pra almoçar, não fazer a brasileira doida entrando em lojas), reservando uma quantia razoável de dinheiro (se você pensar que teve de desembolsar tudo por um único dia)… Mas valeu a pena demais! 

Onde eu extraí as informações que utilizei sobre o nosso dia, e que em 18 de dezembro de 2018 estavam todas corretas e procediam:

Roteiro de um dia, noções de transporte público para sair de JFK, o que fazer com as malas (clique e vá direto ao post);

Indicação de serviço para guarda-volumes, com fotos, preço, tudo direitinho (clique e vá direto ao post);

Dica da batata frita trufada: no instagram da Lilian Sá, numa postagem sobre o Prospect Park (no qual eu não fui, mas o que importa foi achar a mesma comidinha delícia lá né? Clique e vá direto ao post);

Como ir de Manhattan até o aeroporto de Newark, explicando todas as opções, preços e locais (optamos pelo ônibus e deu tudo certo – clique e vá direto ao post).

 

 

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