Os meus livros prediletos de 2018

Por alguns anos, eu colocava meta de resolução de Ano Novo uma quantidade de livros a ler, filmes a assistir e até shows a comparecer – a intenção era incorporar hábitos que não tinha com muita consistência, além do que, a quantidade de livros e filmes bons por se ver eram tantos, que eu ia precisar me organizar para conseguir.

Com relação aos filmes e aos concertos de música, ainda preciso de ajuda, mas a leitura é um hábito, só não digo que é um vício porque preciso ser vigilante. Se não cultivo diariamente, vejo o ritmo decair rapidamente.

Em 2018, eu li 38 livros, de diferentes tamanhos, autores e temas. A grande maioria, não eram livros densos, difíceis, mas ainda assim, é um volume considerável, que me orgulho de ter conseguido. Não me faz mal algum, e sempre se aproveita algo.

Desses, os listados abaixo são meus prediletos, que indico por variados motivos a leitura (vou tentar falar bem brevemente). São eles (em ordem cronológica e não de preferência):

  • A Grande Magia – Vida Criativa sem Medo – Liz Gilbert: sim, a mesma autora de Comer, Rezar, Amar escreveu este livro em que ela discorre sobre o papel da criatividade na vida dela (focando, obviamente, no processo da escrita), e dá algumas ideias de como qualquer pessoa pode viver uma vida com mais criatividade.
  • Os Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker: sei que está batido o tema, e o título é sensacionalista, mas tem um mecanismo de pensamento financeiro que pode ser aplicado por pessoas que não são (ou aspiram a ser) milionárias. Concordo completamente com a ideia de que as decisões financeiras são muito mais emocionais do que contábeis, e nesse livro, são oferecidas alternativas emocionais mais focadas em prosperidade e abundância, o que acho que mal não nos faz.
  • A Sociedade do Anel – J. R. R. Tolkien: eu até assisti alguns dos filmes quando adolescente, mas confesso que considerei muito chato. E só depois de muita gente em quem confio no bom-gosto elogiar seguidamente, fui atrás de ler, e fiquei encantada, não só com a história, mas com a precisa descrição dos ambientes, com os mapas desenhados no livro, com as musiquinhas dos hobbits, enfim, mergulhei nesse mundo e adorei! Vou continuar neste ano;
  • Prisioneiras – Drauzio Varela: provavelmente Drauzio também é bom médico, mas acho ele um escritor sensacional, maravilhoso mesmo. Havia lido Carandiru há muitos anos atrás, e soube que existia este,  baseado na Penitenciária Feminina de São Paulo, e me re-apaixonei pela escrita e pela pessoa que transparece nos relatos. Além de ser possível vislumbrar o ambiente prisional, a gente ainda captura muito da percepção de ser mulher e das diversas “formas” femininas de existir, trazidas com uma sensibilidade raríssima num homem.
  • Me Poupe! – Nathalia Arcuri: acho quase impossível alguém não ter lido esse livro, que explodiu em 2018, mas caso não, está perdendo! Além do óbvio, que são um compilado de dicas financeiras importantíssimas, nesse livro a gente vê o lindo e bondoso ser humano que Nathália é, expondo um pouco da trajetória pessoal, profissional e financeira correndo ao lado disso;
  • Crianças Francesas Comem de Tudo – Karen le Billon: o título dá a entender que seria mais uma das intermináveis propagandas sobre como franceses entendem tudo de parentalidade, mas na real, é um livro lindíssimo sobre filosofia alimentar, hábitos alimentares e cotidiano na França. É encantador, para qualquer pessoa que seja fascinado por livros que descortinam modos de vida, e discorrem longamente sobre comida (tem algumas receitas bem simples, também);
  • Paris é Uma Festa – Ernest Hemingway: não, eu nunca tinha lido este livro, e preenchi essa lacuna neste ano. Adorei que o livro é completamente autoral, e demonstra uma rotina, uma filosofia de vida, um compromisso profissional com a escrita (independente de isso dar ou não dar dinheiro), li numa sentada só;
  • Ciranda de Pedra – Lygia Fagundes Telles – eu nunca tinha lido nada dessa autora, uma daquelas que a gente tem anotadinho que “precisa conhecer”. Encontrei esse livro na biblioteca da repartição e devorei em dois dias, encantada com o ritmo, que me lembra uma tarde encalorada de janeiro (exatamente como está hoje). A descrição dos personagens e seus pensamentos é quase cirúrgica, muito bonita escrita;
  • Correr – Drauzio Varela: independente da pessoa ter planos de praticar corrida, a leitura é um delicioso compêndio de crônicas a respeito de diversas cidades do mundo, no corte temporal das maratonas corridas por Drauzio. Não nego, que estou com o projeto de ler tudo dele o quanto antes.

 

2 comentários em “Os meus livros prediletos de 2018

  1. Oi, Thaís!

    Já tem um tempo que acompanho o seu blog e quero que saiba que adoro a forma como você escreve sobre o seu cotidiano. De verdade. Você me inspira a tomar conta de mim e olhar com mais atenção para minha comida e meu corpo (não na nóia de ficar magra, etc, mas de ouvir os sinais dele mesmo).

    Atualmente estou lendo o livro da Nathalia Arcuri e pela primeira vez senti que podia tomar as rédeas da minha situação financeira. Além disso, estou lendo “Por um fio” do Drauzio Varella e também estou impressionada com a forma como ele conta as histórias. Já inclui várias das suas indicações na minha lista. 🙂

    Um feliz 2019 para você e sua família!

    🙂

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