Long talk, big decision

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Em 2016, estropiada e combalida de diversas batalhas que nem sabia que iria travar um dia, cheguei num ponto de cansaço sentimental que simplesmente só queria dormir (metaforicamente, quero dizer).

Aí quando faltava um dia para o ano acabar, o amor da minha vida me convidou para tomar um vinho e conversar… e a gente nunca mais parou.

Essa é a versão resumida de uma história que começou comigo lá no Japão, e a gente trocando mensagens com 12h de diferença de fuso. Passou por ele lá nos Estados Unidos, me mandando fotos de eletrônicos cujo meu desinteresse não poderia ser maior. Teve também aquele final de semana em que fui sozinha para o meio do mato, onde o sinal não ia pegar – para não ver ele sem falar comigo.

Ele falou comigo e reclamou da minha falta de sinal.

Ele consertou o som do meu carro, arrumou meu quarto da bagunça e plantou a grama no sítio de meus pais. Quando estava testando nossas afinidades, perguntei se no restaurante nos sentaríamos frente a frente ou lado a lado, e ele acertou: sempre nos sentaríamos lado a lado, se não como iríamos namorar enquanto a comida não chega?

Viajamos para diversos pedaços do mundo juntos. E eu, estropiada, combalida e já não mais dormindo, ainda me perguntava como seria passar 2, 5, 15 dias convivendo intensamente com a pessoa o tempo todo (essa tensão pré-viagem foi unânime em todas as nossas viagens).

Uma após a outra, a confirmação de que tudo correra bem. De novo. Invernos, verões, chuvas e queimaduras de Sol com a mesma companhia, de vez em quando, ainda brigando comigo porque eu não falava tudo.

Brigamos para decidir quem vai comer o último pedaço – ambos querem dar ao outro.

Agora decidimos brigar em tempo integral, esquema 7 dias por semana, por causa de ninharias, como o meu dom de promover o caos em qualquer ambiente em menos de 10min. E a minha indecisão, e as numerosas implicâncias dele com as minhas diversas idiossincrasias.

Dançando coreografias fora de compasso, diariamente. Meus sucessos sertanejos com os vídeos sem graça dele. Meus estrondosos sucessos culinários, com a limpeza obsessivo-compulsiva dele.

Meus sonhos de viagens futuras e intermináveis pesquisas de voos, hospedagens e roteiros, que não quero mais cumprir sozinha… ao menos não a maior parte delas.

🙂

(Preciso destralhar a casa, minha gente!)

 

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