Como fazer iogurte natural em casa – diretamente da cozinha da Pat Feldman!

No início deste ano (em janeiro para ser mais precisa), percebi pelo instagram que a Pat Feldman estava passando férias em Balneário Camboriú, praticamente no mesmo local em que meus pais moram.

Só aquilo já me deixou completamente enlouquecida, pois sou uma fã ardorosa da culinária dela: uma comida simples, com ingredientes frescos e sem atalhos, tudo feito de forma lenta, desde as etapas mais elementares. Há anos já leio o site dela, cheio de receitas e técnicas básicas, e é de lá que vem a minha própria receita de caldo de carne e legumes, além de outras combinações que leio sobre, para me inspirar.

Sou uma fã entusiasmada da família Feldman, li o livro sobre enxaqueca do doutor Alexandre, adoro o estilo de vida simples, mas ao mesmo tempo sofisticado que eles deixam mostrar pelas redes sociais.

E aí, para a minha alegria, ela abriu algumas turmas para suas aulas em sua cozinha, a menos de uma quadra de distância!

Participei da aula de fermentados, que achei que me seria mais útil do que as aulas de caldo (que já faço com regularidade) e da de linguiças (por mais que adore, não pretendo fazer isso em casa). Custou R$250 por aula, valor que para mim é um pouco alto, mas vejo que outros cursos que já pensei em me inscrever variam nesta faixa, um pouco a mais ou a menos que isso.

Enfim: nossa pequena turma tinha 4 alunas, eu inclusa, e naquele dia pela manhã, recebemos a apostila pelo whatsapp. Num ambiente super descontraído e informal, conversamos sobre o processo de fermentação no geral, e sobre como isso é benéfico para nós. Não tinha muito tempo Pat havia conhecido o “guru” da fermentação da atualidade, Sandor Katz (sobre o qual havia lido a respeito no clássico que virou até série no Netflix, Cooked – de Michel Pollan).

Praticamos e fizemos um chucrute de repolho branco, fizemos um iogurte, falamos ainda de outras variações de alimentos que se prestam a fermentar, e o principal: tiramos dúvidas, falamos de dicas de lugares, produtos, e também uns pequenos macetes que ajudam muito quem vai começar no frenesi do fermentar. Saí de lá fermentando a casa toda, fabricando iogurtes (as primeiras levas ficaram completamente deliciosas), depois dessorando para virar creamcheese, depois fiquei monitorando o meu chucrute de repolho roxo (por medo do calor, guardei cedo demais na geladeira, hora dessas, preciso criar coragem e refazer).

Degustamos ainda uma das linguiças caseiras da Pat, com chucrute, catchup lactofermentada feita por ela, picles feito por ela. Notei que as conservas dela têm um sabor bem mais neutro, menos azedo, e eu particularmente me agrado pois alimentos excessivamente ácidos e picantes me causam aversão. Gosto muito de conservas, mas prefiro quando estão mais para o adocicado (inclusive, os picles que comi na Eslováquia tinham mais este sabor um pouco mentolado e adocicado, não tão azedo).

Foi uma tarde para levitar, em que aprendi inúmeras coisas sobre fermentação, mas também sobre uma vida tranquila e ajustada, vislumbrando alguns rasgos de coisas que aspiro: incomodada que estava com os preços proibitivos de BC, estava frustrada porque havia deixado de sair para comer, mas quando a Pat comentou que não tinha ido a restaurante nenhum em suas férias inteiras, aquilo me tocou num ponto. Se ela, que mora em São Paulo e frequenta restaurantes tão mais caros que o nosso padrão de preços aqui, achou que não valia a pena (pelo preço cobrado), porque eu deveria me frustrar e acabar pagando caro por algo que não acho que vale?

Vi como ela é tranquila, um pouco distraída (quase queimamos o leite do iogurte, ficávamos de conversa por mais tempo do que o proposto) e não está mal por isso – está bem, feliz, e se mostra sem receio. Vi como seus dois meninos são lindos e cheios de energia, vi que ela, assim como eu, é canhota. 🙂

Reproduzo aqui a receita do iogurte, pois a mesma consta em seu site: aliás, importante frisar, que quem se dá bem com receitas escritas, tem tudo lá. Mas recomendo fazer uma aula prática aqui e outra ali, pois certos detalhes se pegam com mais facilidade conversando e demonstrando (digo isso como iniciada e bem avançada na arte de fazer receitas apenas lendo explicações por escrito)!

Recentemente, devo lhes confessar que errei já duas receitas de iogurte, que não fermentaram. Vou precisar tentar novamente, para ver qual é o problema (já tenho dois palpites)! Se isso acontecer, pode mesmo assim beber o leite, bater em vitaminas, que mal não há de fazer – só não é iogurte.

IOGURTE INTEGRAL DA PAT FELDMAN (clique aqui para ler diretamente no site dela)

½ xícara de iogurte natural puro (uso sempre o da Yorgus, mas qualquer um natural e integral serve, só atentar para que tenha o mínimo de ingredientes possível, a saber: leite e fermentos lácteos)

1 litro de leite integral (compro o de saquinho, mas quanto mais fresco melhor, tipo o Leitíssimo)

Ferva o seu leite numa panela que não seja de alumínio. Deixe esfriar até o ponto em que você possa manter o seu dedo mergulhado nela por 10 segundos – nem mais, nem menos, ou não terá iogurte.

Adicione o iogurte, batendo com um garfo ou fouet, de modo a misturar bem o leite com a cultura. E então tampe a sua panela, forre o forno com toalhas, enrole em mais uma toalha ou pano grosso, e deixe lá durante a noite – ou por no mínimo 6 horas. Quanto mais quente o dia, mais rápido o processo.

Depois é só guardar na geladeira e ir consumindo. Conforme a Pat nos disse, o iogurte não estraga, ele vira outra coisa, pois é um alimento vivo. A maioria das pessoas (inclusive eu) gosta dele com até 4/5 dias de idade, depois fica excessivamente azedo.

Se quiser fazer sempre, convém guardar sempre uma pequena medida para o seu próximo iogurte.

O creamcheese fica muito gostoso, basta coar durante uma noite, dentro da geladeira.

OBSERVAÇÕES ADICIONAIS

– quanto melhor o seu iogurte base, e o seu leite, melhor será o seu iogurte caseiro;

– tudo que é fermentado tem uma boa dose de espontaneidade, assim, ficar mais ou menos grosso, mais ou menos azedo, são variáveis que não tem muito como prever – ainda bem;

– em noites mais frias, pode ser bom fechar bem a cozinha, e até ligar um pouco o forno, deixar aquecer, desligar e colocar o iogurte num ambiente morninho, para incentivar a fermentação;

– na questão da temperatura, é necessário cautela, bom senso ou um termômetro. Porque se o leite esquentar demais, vai matar as bactérias do iogurte, e se esquentar de menos, não vai funcionar para a fermentação. A boa notícia é que a experiência traz isso!

O que comer em Oxford (Inglaterra) – uma das melhores refeições da viagem!

A grande razão de ter ido passar alguns dias em Londres mês passado era a formatura de meu irmão, em Oxford.

Tomamos o trem na estação de Marylebone (queria a todo custo andar pela Paddington, pois apaixonada pelo ursinho), pontual, relativamente barato (compramos através daquele 2for1 que tem várias atrações, olhem o link para entender o que vale a pena) em relação ao ônibus e partimos no trem das 11 (sem licença poética, era real).

Antes disso, um pequeno parêntese para falar sobre a maravilhosa rede Lola’s Cupcakes: provamos várias miniaturas cada vez que passávamos por uma (geralmente em estações de metrô ou trem) – o de banana com creamcheese é meu preferido disparado, mas absolutamente todos os sabores que provei eram maravilhosos! Sempre pegava o menor para poder variar e conhecer mais sabores.

 

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Coberturas cremosas e com sabor, sem aquele gosto de “nada” que certos cupcakes têm por aqui

Mas já em Oxford, havia um pequeno roteiro envolvendo edifícios históricos, especialmente a biblioteca (onde gravaram cenas de Harry Potter, que nunca li nem assisti, mas vale a referência a quem aprecia), o Covered Market (depois de andar pelos mercados de Londres, era bem mínimo e sem graça, mas em casos de chuva, é uma opção), e uma feira a céu aberto na pracinha, essa sim, muito gracinha.

 

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Do lado de fora de uma unidade do campus, estes táxis clássicos

 

A cidade é bem universitária, cheia de jovens, muita bicicleta para todo lado, um comércio bem voltado a esse público, tudo pequeno, plano e fácil de chegar, achei que valeu muito ter ido até lá e que gostaria de ter tido mais tempo!

Por volta das 15h, resolvemos almoçar e é bem aqui que a parte principal dessa postagem começa: por uma pizza deliciosa, feita com todos os cuidados que uma foodie purista como eu pode desejar!

 

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Essas bolhas na crosta, meu vinho: apenas sentir

Sério: apenas conheçam essa pizzaria mimosa, graciosa, e rigorosamente comprometida com a qualidade de todos os ingredientes. A farinha é orgânica, a massa da pizza é de fermentação natural, os vinhos são biodinâmicos e também de fermentação natural…

Nem preciso falar da qualidade do recheio das pizzas, pois os queijos e demais insumos deles são excelentes como regra, qualquer pizza de lá já seria melhor do que a nossa. Mas eles vão além: eles fazem a própria mozzarella, eles fazem as próprias sausages, as pizzas que levam chorizo vêm de uma fazenda orgânica lá da região de Rioja com certificação!

 

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Eu trouxe um cardápio para casa, pois lindo

Mas o melhor de toda essa história é que não é só hipster, engajado, ecologicamente correto: é delicioso, tudo era incrivelmente saboroso, com aquela massa entre o crocante e o macio (puxenta no centro, mas crocante na borda), o molho de tomates super rústico e complexo, o queijo bem macio, bem derretido e suculento.

Provamos três sabores, e eu provei um vinho e era muito delicioso, sem aquele ranço de vinho fuleiro (como às vezes achamos nas tentativas artesanais aqui no Brasil), levemente frisante, como os melhores vinhos são (na minha humilde opinião – quando o vinho traz isso, me ecoa um vinho “vivo” e mais complexo não só no sabor, mas também na textura).

O ambiente era gracioso, aconchegante, e o preço muito camarada: cada pizza (de média a grande, aquele padrão italiano que rende 4 generosas fatias) era entre 8 e 9 libras, meu vinho foi menos de 4.

Em outras cidades inglesas (incluindo Londres) eles também existem, e eu recomendo não perder essa delícia!

 

Minimalismo, declutter, psicoterapia e metas – tudo junto mas separado

Ainda sobre a discussão do meu “problema de animus”, que rendeu várias sessões de terapia (e eventualmente ainda citamos), me ocorreu num certo dia que eu sou uma pessoa cheia de boas intenções – lotada, mesmo – e vivo procurando maneiras de me transformar em alguém melhor.

Por melhor, leia: mais organizada, limpinha, produtiva – parece que deposito uma força descomunal nessa parte da vida. A parte em que tenho uma casa daquelas de revista, minimal e toda rigorosamente organizada, do mesmo modo como no passado, já quis ter um corpo rigorosamente magro e enxuto (como de fato ficou). Procurei um projetinho que substituísse o vazio que me deixou o concluir de outro.

Daí que vivo lendo sobre desafios de 30 dias sem fazer uma coisa (ou fazendo outra), sobre como transformar sua casa, seu corpo, sua vida, sua produtividade, e de Marie Kondo a sei lá mais quem, domino em teoria uma quantidade abissal de métodos. Nunca concluí nenhum, só para dar spoiler.

E falando sobre isso, A Analista me falou que parece que eu só quero concluir uma lista por concluir, e não porque ao final aquilo me transformará em algo que eu queira. Ali percebi um ponto muito importante, e comecei a tentar canalizar um pouco melhor as minhas metas.

Primeiro: eliminando metas que não fazem sentido, isso já adianta um bocado a nossa vida. Parei de procurar listas, desafios e livros pela internet e pela vida real. Não quero fazer 30 dias seguidos de nada, a não ser que eu defina isso com muita clareza para mim. Isso me fez pensar em tantas resoluções de Ano Novo com metas sem sentido, sendo que agora, me sinto muito mais alinhada com aquelas que defino.

Segundo: me focando realmente em um hábito de cada vez, sem forçar a coisas que ainda nem consegui assimilar realmente. Isso tem me ajudado a não me sentir frustrada, a não sair voando com minha mente por ideias que não façam realmente sentido – tenho me forçado a ficar bem consciente de tudo aquilo que me proponho. Assim, quando alguém me pergunta o motivo de determinada atitude, eu sei o que responder (seria cômico se não fosse trágico), e principalmente, eu sinto que sei para onde este hábito me leva.

Demorei meses, talvez anos, para perceber que tentar encaixar em mim o método criado pelas outras pessoas para as mais diversas finalidades (emagrecer, se organizar, produzir conteúdo), não iria servir, pelo simples motivo de que sou mais do que meus desejos “de superfície”, como ser mais organizada, por exemplo. Todo mundo quer isso, por razões óbvias – mas e as razões mais profundas, específicas e que te fazem saber o sentido daquilo? Você sabe as suas?

Especialmente com relação à casa, um episódio recente (recentíssimo para ser exata), me marcou e mudou um pouco: estive num congresso neste final de semana, e dormi num hotel próximo ao local, que era indicado pela organização do evento. Reservamos pela internet e fomos, e ao chegar, nos deparamos com um local que era um híbrido entre hotel e motel, como muitas cidades grandes possui.

 

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Foto que fiz para mandar pelo whatsapp, dos chinelinhos que tive de calçar no banho

O que isso significou na prática? O local era limpo, mas havia uma intensa movimentação, especialmente na parte em que eu dormi: o quarto ao lado do meu, literalmente, teve duas hospedagens diferentes na mesma noite. A primeira, me confundiu se foi um programa ou apenas alguém precisando de privacidade para uso de drogas (talvez, pelo que peguei da conversa, um pouco dos dois). Depois, chegou um casal, no meio da madrugada, e para poupar vocês, quero apenas dizer que a noite deles foi bem animada.

 

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As toalhas estavam limpas, mas esse era o estado de conservação

Já a minha, como podem imaginar, foi um verdadeiro pesadelo: além das constantes interrupções por barulho (era extremamente nítido tudo, as vozes, e o cheiro de cigarro de algum hóspede fumante), eu fiquei com um pouco de medo. Um local com fluxo tão grande de gente, pode acontecer de tudo, inclusive brigas. Não senti segurança nas trancas, nem na minha privacidade. Sempre gosto de dormir sozinha, mas naquela noite, agradeci muito por ter uma companheira de quarto, porque me passava um pouco mais de segurança.

Naquela noite interminável, muita coisa me passou pela cabeça: o receio, a ansiedade para que tudo acabasse logo (afinal, era só uma noite), as tentativas de abafar o barulho, o cansaço, e um pouco de vitimismo também, não vou negar.

Mas uma coisa que me passou bem nítida também era: nunca mais reclamo de minha casa!

Porque eu tenho uma visão muito pessimista dela, sabem? É um apartamento simples, alugado, que eu mobiliei e decorei com aquilo que ganhei de outras casas da minha família, alguns itens comprados, escolhas que fiz no passado e hoje já nem acho mais tão boas, bastante acúmulo de itens que não têm mais serventia. Com esse acúmulo, tenho dificuldade para limpar e arrumar direito, e olho para ela como quem vê um imenso problema.

Sabe aquelas meninas que têm distorção de imagem com relação ao próprio corpo, e se consideram mais gordas do que realmente são? Então, sou eu com a minha casa. Vivo considerando ela uma balbúrdia imensa, um caos estilo aqueles programas de acumuladores, e na verdade… Bem, isso não é verdade.

É logico que minha casa pode e deve ser melhorada, mais organizada, mais limpinha e aconchegante, mas não é uma casa terrível onde riscos de vida ou contaminação grave se proliferam. É só uma casa real, com muitas referências, dificuldade de priorização de uma pessoa indecisa (que sou), projetos inacabados (que sou), enfim, não é uma casa de acumuladores.

É uma casa segura, onde quando a chuva e o frio fazem barulho lá fora, me faz sentir gratidão por estar lá dentro, quando coloco algum objeto novo, me sinto feliz, onde crio a minha vida e boa parte de meu mundo. Levo as pessoas que amo, meu cãozinho vive lá (e fica aliviado ao voltar para lá depois de uma temporada fora), cozinho tudo aquilo que gosto, leio meus livros, assisto meus filmes.

E discutindo o episódio ontem na sessão com A Analista, combinamos que durante um tempo (não um tempo definido, estabelecido, mas um tempo que eu vou ter de perceber), eu vou apenas fazer a manutenção de limpeza da casa, sem me atirar em projetos de destralhamento ou de remodelar as mobílias. E também que posso anotar, aquilo que quero mudar, aquilo que quero tirar de casa, mas principalmente, aquilo de que gosto em minha casa, para poder enxerga-la como realmente é (e na analogia, enxergar quem realmente sou).

Hoje vou fazer minhas primeiras anotações, e estou ansiosa por isso!

OBS – se alguém ficou curioso, trata-se do Hotel Luar, no Tatuapé (SP).

Café da manhã britânico (english breakfast)

Faz poucos dias que terminaram minhas lindas férias em Londres, cidade que visitei pela primeira vez – e na qual um dia ainda vou morar (prometo a mim e a vocês)!

Encantada por diversos aspectos da cidade, que pretendo desenrolar um pouco mais em outras postagens, não posso negar que estava muito ansiosa fazia tempo era pelas comidinhas: queria comer queijo cheddar de verdade, provar o queijo stilton pela primeira vez, aproveitar ser uma capital tão cosmopolita e comer coisas de outras partes do mundo…e provar o english breakfast.

Sei que ele divide opiniões, por ter mais cara de almoço do que café da manhã (quando pensamos no nosso), mas uma coisa real é que as nossas refeições tradicionais são uma mistura da disponibilidade local com os hábitos culturais. Como britânicos iam comer mamão no café da manhã? Ou tapioca? Importando a preço de ouro para chegar sem gosto de nada?

Eu particularmente não tenho problema algum com o café da manhã de nenhuma parte do mundo que fui, e estava bem ansiosa por esse, pois gosto de experimentar tudo que é típico e também para economizar (afinal, com isso saía bem cheinha).

Tomávamos sempre nosso café em casa, no flat coisa mais linda que usamos em Canary Wharf. E todas as noites, passava num TESCO (supermercado) para comprar um iogurte, um queijo e mais alguma coisa para a manhã seguinte. Meu irmão e cunhada, que já moraram em Londres, sempre compravam a latinha dos feijões Heinz, que compõe o english breakfast.

 

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Então num dia, comi os feijões com as salsichas de Cumberland, sobre as quais também havia lido, além do queijo Stilton (queijo azul estilo do gorgonzola, só que da cidade inglesa de Stilton, um pouco mais amargo, maravilhoso), com ovos na manteiga e me encantei! É realmente tudo muito gostoso, poderia facilmente se tornar o meu café da manhã de todos os dias!

E antes de vir embora para o Brasil, já de véspera, dormimos no Ibis lá próximo do aeroporto, e lá anunciava um café da manhã com tudo isso, até as 12h, por 10 libras. Como meu voo seria somente às 18h, propositalmente eu deixei para tomar este café às 11h, e comi (e repeti, não vou mentir) algumas vezes antes de ir embora – assim pulei o almoço e a necessidade de lanchar dentro do aeroporto, onde tudo costuma ser bem mais caro.

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E olha, valia muito a pena: além dos itens do english breakfast, tinham iogurtes (naturais dentro do pote de vidro, uma graça), frutas, guacamole, ovos mexidos, diversos queijos, cinnamon buns (rolinhos deliciosos assados, com gostinho de canela) e pães, lógico – pães estes que achei bem gostosos, mas também fui a Paris e quanto a isso, fiquei exigente.

Em diversos estabelecimentos é possível comer este café da manhã, não só em hotéis – como eu sempre estava em casa nesse horário, não provei o de outros lugares, mas a verdade é que dá para comer tanto fora, quanto em casa (se sua hospedagem tiver cozinha) e sempre vai ser delicioso!

 

Interpretação de sonhos, autoconhecimento e o meu arquétipo amigo

Semanas atrás, descrevia alguns sonhos recorrentes que estava tendo para minha psicóloga, quando no final da sessão, ela me disse (no meio de um monte de outras coisas) que muito provavelmente as minhas dificuldades também refletiam problemas com o meu “animus”, o arquétipo masculino na mulher.

Memorizei com facilidade aquelas palavras, fiquei balançando a cabeça enquanto ela me dizia mais um tanto de coisas, e me entreguei às pesquisas, pois havia sido uma sessão dura, na qual havíamos tocado em dificuldades minhas muito profundas. Me pareceu que aquele termo desconhecido poderia encerrar em si alguns segredos que me poupariam de ser culpada por ser quem sou.

Spoiler: isso nunca acontece. Por mais que a gente queira muito uma descoberta apoteótica que mudará a gente para sempre, e nos tornará finalmente maiores que nossas fraquezas, a maior parte do tempo é analisar com a vista nebulosa, encontrar aqui e ali uma possibilidade de resposta, se agarrar a ela durante um tempo, segui-la, e quando não for mais conveniente, seguir outra.

Mas eu tentei, não é mesmo? E vasculhei essa internet atrás de conhecimento sobre esse arquétipo, o que me rendeu de quebra, um pequeno “glossário” de termos psicanalíticos junguianos com os quais eu jamais havia tomado contato até então. Entendi melhor, primeiro de tudo, o que era um arquétipo, a questão do inconsciente e subconsciente nessa abordagem, e aí sim, fui para o meu arquétipo dominador, o Animus.

De tudo que lera, nada me chamou mais a atenção do que este texto aqui, em que a autora revisou diversas literaturas, porque o próprio Jung deixou pouca coisa sobre esse arquétipo escrita – ele mesmo reconheceu a dificuldade que seria descrevê-lo.

E ao ler, fui me identificando com inúmeras passagens: sobre os sonhos em que o Animus se manifesta (e que tive incontáveis vezes ao longo da minha vida adulta, o do tribunal de homens), e sobre diversos impulsos do inconsciente em que este Animus vai se manifestar.

Ao ler o texto, que recomendo fortemente a leitura se este assunto te parecer interessante, me vi reconhecida em momentos passados, e em alguns momentos presentes, com o meu “problema de Animus” se manifestando: o constante hábito de me remoer sobre fatos passados e presentes, a dificuldade em me sentir satisfeita com tudo (literalmente, inclusive, com a fome), a falta de definição dos propósitos mais importantes da vida, um estado de dormência a respeito do que precisa ser feito…

A mulher nesse estado, mesmo sendo extremamente detalhista, quando confrontada a respeito de seus objetivos mais profundos simplesmente não consegue defini-los. (eu todinha, neste aspecto).

E como faz pra sair dessa?

Na realidade, toda a extensa descrição deste processo (tanto o problema, como a solução) são de caráter extremamente íntimo, difícil de descrever de maneira simples. Se dá grande parte no inconsciente, dando espaço para o inconsciente também atuar, compensar uma mulher com o seu coeficiente masculino (independente de estereótipos de gênero).

No meu caso, resolver o meu “problema de Animus” passa por abandonar a necessidade de controlar aquilo que é incontrolável, permitir que minha subjetividade e minha intuição apareçam, e construir – criar coisas palpáveis. Confesso que trabalho nisso constantemente, e enfrento dificuldades constantes: tentando controlar o que não está sob controle, criando para mim mesma planos desconectados de minha verdadeira necessidade/vontade, e criando muito pouco daquilo que é tangível.

Escrever este blogue é uma tentativa de ajudar o meu Animus a se acomodar aqui dentro de maneira mais confortável no meu inconsciente. Essa postagem, mesmo, exigiu leituras e pesquisas extensas, e nem sei se fez sentido a alguém. No seu devido tempo, poderei compartilhar também como, na prática, tenho tentado estabelecer objetivos e metas adequados a isso.

Se mais alguém é psicoterapeuta, estudante ou apenas curiosa do tema, vamos conversar sobre isso? A temática é fascinante e rende muito autoconhecimento!

 

Receita de Guacamole – 4 dicas ninjas

IMG_3957Eu sou de fases com certas comidas e preparos, e definitivamente, o guacamole é uma das bolas da vez. Como no mínimo uma vez por semana, sendo que às vezes acontece de comer até mais. Com o outono se aproximando, talvez isso mude – mas foi um longo e delicioso verão cheio de guacamoles lá em casa!

De tanto fazer, peguei alguns truques e também desenvolvi algumas preferências. Sem purismos, acho bem legal usar uma receita como guia, mas ir se adaptando ao gosto de sua freguesia: equacionar limão, sal, pimenta e o polêmico coentro é para quem tem coragem!

A minha receita é uma mistura desta receita aqui, da Ana, e um toque da receita da Bela Gil – tenho o livro, mas aprendi a dela no seu programa de TV. Variações são possíveis e bem-vindas, surpreendentes.

ATENÇÃO À CONSERVAÇÃO DA ESTRELA, O ABACATE

  • gosto de comprar o abacate ainda verde, e todos os dias ir apalpando até concluir que amadureceu. Não costumo mais errar o ponto pelo hábito, mas para quem tem insegurança, pode gostar da dica da “cor do furinho” (onde o cabinho estava: o abacate precisa estar verdinho-amarelado, não verde demais, nem marrom);
  • ao abri-lo, se não for usar tudo, mantenha o caroço na metade que irá guardar. Ele vai escurecer na parte em que foi cortada, se quiser um resultado estético melhor, corte uma fina fatia e por baixo estará verdinho;
  • abacate cortado em fatias fica verdinho no congelador e depois fica ótimo batido como guacamole ou mesmo um smoothie doce;
  • ao começar o guacamole, imediatamente esprema o suco de limão em cima, assim ele não escurece.

GUACAMOLE

1 abacate médio

1 dente bem miúdo de alho (variação: 5 talos de cebolinha verde)

suco de 1 limão

1 colher de chá de Tabasco (ou outro molho de pimenta, ou pimenta moída)

1/2 maço de coentro (FUNDAMENTAL para o sabor, mas se você não suportar, troque pela erva que gosta mais: salsinha funciona muito bem)

1/2 pimenta dedo de moça fatiada, sem as sementes

sal a gosto

azeite de oliva a gosto

1 tomate grande, sem sementes, picado em cubos (ou um punhado de tomatinhos cereja cortados na metade)

MODO DE PREPARO

Abra o abacate, coloque numa tigela bem espaçosa, e imediatamente esprema o limão em cima, cuidando para que pegue em tudo. Amasse com um garfo, bata com o mixer se tiver (o abacate mais firme fica melhor com o mixer), deixando uma textura meio pedaçuda ainda, não completamente emulsionada.

Acrescente o alho espremido ou triturado bem miudinho, a pimenta fatiada, o molho de pimenta, o azeite, o coentro e o sal. Misture tudo muito bem, com uma colher.

Finalizado isso, se for comer imediatamente, adicione os tomates e misture. Se não for comer ainda, espere: na hora de comer, coloque os tomatinhos, do contrário eles soltam água e “desandam” o ponto da guacamole.

Coma com os tradicionais nachos, numa noite mexicana, ou apenas acompanhando uma carne, ovos, frango, sanduíche, feijões… É uma delícia, muito refrescante e perfeito para as noites de verão!

 

Livro: Mostre seu trabalho!

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Minha meta anual de literatura sempre é completar 24 obras, sendo que não valem reprises. Estabeleço um número e também algumas metas de obras que quero conhecer, e metas de ritmo de leitura (às vezes destino um tempo, às vezes um número de páginas). Sempre quis ter leituras compartilhadas, mas nunca encontrei alguém suficientemente comprometido. Então quando soube do Infinistante, um clube de leitura criado por três blogueiras para ser compartilhado pela internet, sabia que tinha achado mais uma forma!

Por coincidência, o primeiro livro do ano eu já tinha visto: meu namorado havia comprado e lido, e eu confesso que jamais compraria por conta própria – pelo título, pelo estilo, enfim. E dei a sorte de ter a oportunidade de mudar de opinião, porque adorei!

Neste livro, o autor fala sobre 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto – o livro é estruturado em 10 capítulos (nem sei se podemos chamar assim, tão curtinhos que são), portanto, a respeito dessa “nova forma de operar”. Embora em teoria seja um livro sobre como compartilhar, eu, particularmente, encontrei nele respostas sobre como fazer também – seja lá o que você faz com sua criatividade.

Tirando do foco a questão operacional do compartilhar (ferramentas e meios de expandir número de acessos, seguidores, etc), o livro ensina a “perder a trava” de compartilhar o durante, o início, aquilo que leva cada pessoa a concluir sua obra.

Pra mim, esse livro é um tratado sobre a consistência, sobre alimentar constantemente algo que você quer fazer bem-feito. Sobre como praticar qualquer coisa pode te levar a um resultado infinitamente superior, e isso inclui o ato de mostrar o seu trabalho criativo. Mesmo quem não tem um trabalho criativo, não quer profissionalizar esse compartilhamento (monetizar um site, um instagram, etc), vai se beneficiar MUITO da leitura. Porque é um guia sobre como viver com as suas ideias, valorizá-las, ser disciplinada na hora de produzir para si, e como se abastecer de coisas que fazem sentido.

Para quem gosta de escrever, inclusive, eu acredito ser uma das leituras obrigatórias, porque fala da dificuldade em se desprender do constrangimento em mostrar o que se está fazendo, da importância de se compartilhar isso (ou então, jamais ter o seu trabalho conhecido), e também da necessidade de se alimentar de boas fontes de inspiração e conhecimento. E é isso, pra mim, o principal ensinamento que extraí dele (e que por sinal já iniciei a aplicar).

“Onde busca sua inspiração? Com que tipo de coisas abastece a sua mente? O que lê?” (p.76 – tapa na cara que mudou minha vida para melhor)

Foi ao terminar esse livro que tirei da cabeça a ideia de fazer um blogue novinho, comprar o domínio direitinho, e escrever constantemente. Mesmo que ninguém leia. Quero exercitar o hábito da escrita, e escrever algo que eu mesma gostaria de ler. Não nego que esse nome (Feito é Melhor que Perfeito) também é influência direta dessa leitura. A gente se sente livre para tentar, entende? O tempo que passamos consumindo conteúdo ruim, poderia estar sendo gasto produzindo alguma coisa que nos transforma – e com alguma chance, transforma também quem lê.

Para terminar: o livro é extremamente rápido de se ler, vem todo cheio de imagens interessantes, esqueminhas (para quem gosta de rabiscos e desenhos para ajudar a raciocinar), baratinho e fácil de acessar e de consumir. Não sei se todo mundo vai se sentir transformado radicalmente por ter lido, mas sem dúvida alguma, não é uma perda de tempo.

Já estou agora ansiosa para ler as resenhas dos outros membros!

 

 

 

Kibe cru (mas pode assar)

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Com saladinha de pepino, azeitonas kalamata, tomatinho cereja e queijo de cabra.

Eu AMO comida árabe. E carne crua. Juntando as duas coisas, o kibe cru é uma receita relativamente comum de acontecer lá em casa, e acho que é uma excelente estreia para cá.

Se a pessoa não curte (não se sente bem) com a ideia de comer carne crua, pode perfeitamente adicionar uma etapa a mais e simplesmente, levar esse kibe ao forno. Pode fritar, se quiser (fazendo o formatinho habitual), mas eu acho mais trabalhoso, e que não muda o sabor tanto assim. No dia seguinte, modelei as sobras e comi assadas na airfryer (um eletrodoméstico mandatário em minha cozinha).

Algumas observações prévias:

  • não coma carne crua que você desconfia: compre em local de boa procedência, observe se está bem vermelhinha (amarronzando no fundo ou parte externa da bandeja é sinal de perigo), cheire (se você nem precisar chegar perto pra sentir cheiro, perigo), compre congelada OU imediatamente resfriada (açougueiro preparou, você comprou) e mantenha o tempo todo resfriada – nada de deixar a carne de boa em cima da pia enquanto você pica os outros ingredientes;
  • o trigo para kibe contém glúten, mas pode ser trocado por quinoa, embora eu ache mais saboroso com o trigo original;
  • a ordem descrita na receita tem fundamento, é para você ter uma carne saborosa e bonita, não amarronzada (o sal e o limão cozinham a carne, enquanto que o azeite preserva um pouco);
  • os cortes mais magros são melhores para comer, pois o sabor da carne sem cozinhar fica desagradável se tem muita gordura. Se for assar/fritar, acredito que podem ser cortes com um pouco de gordura;
  • os temperos utilizados são os que vão dar o gosto árabe na sua comida, ou seja, aquele toque meio refrescante com especiarias, então, se mudar tudo, vai ter outro resultado (que talvez não lembre kibe).

INGREDIENTES (2 pessoas como prato principal, 4 pessoas como entrada)

350g de carne moída bem limpa (patinho ou coxão mole)

1 cebola branca pequena

1/3 de pimentão verde

1/2 xícara pequena de trigo para kibe (hidratado conforme a embalagem)

2 colheres de sopa de hortelã fresca

3 colheres de sopa de azeite de oliva

pitada de: cominho, canela, cravo em pó, noz moscada, pimenta síria

sal a gosto

MODO DE FAZER

Coloque a carne numa tigela bem grande, para poder manipular com suas mãos limpas (ou de luvas). Coloque todo o azeite de oliva, e misture bem na carne, para que seja bem distribuído. A seguir, adicione o trigo, o pimentão e cebola milimetricamente picados (quase triturados) e misture de novo. Acrescente a hortelã, as especiarias e misture novamente. Só na hora de efetivamente servir, adicione o sal, misture bem, e então acomode num prato ou travessa, espalhando uniformemente. Fazer losangos com a ponta de uma faca deixa mais bonito e característico. Se tiver um raminho de hortelã para decorar, fica mais lindo!

Fica bom comer com pão sírio, ou com aqueles da sua preferência. Esse foi um almoço de improviso, comemos com um pouco de hommus (pasta de grão de bico)e o restante eram as coisas que tínhamos em casa.

 

Nasceu!

Depois de mais de 10 anos usando uma plataforma do blogger, eu resolvi mudar. E já que ia mudar, quis fazer direito: registrei um domínio, hospedei esse site e hoje, é o dia de postar pela primeira vez!

Criei este espaço para falar de mim, mas não só para mim. A ideia é escrever sobre diversos assuntos que, quando compartilho com as pessoas ao meu redor, noto como isso é de grande ajuda para elas. Pensei em escrever aqui, para poder alcançar mais gente!

Sou uma funcionária pública que em suas horas livres passa MUITO tempo cozinhando, comendo, pesquisando a respeito disso, e sempre que viaja, faz desse interesse o tema principal das viagens também. Faço isso desde muito antes da internet – anotando receitas pela televisão, quando a GNT nem tinha seus próprios programas, e pedindo aos meus pais ingredientes como souvenir de viagem que eu nem sabia se gostava.

Não considero ter um estilo gastronômico único, ou mesmo seguir uma única forma de alimentação. Logicamente, tenho algumas preferências, mas no geral, me atenho a preparações que levam ingredientes frescos, orgânicos, com nenhum processamento esdrúxulo, e com exagero de sabor.

As horas que passo na cozinha, ou aprendendo algo novo sobre a comida, são meus momentos de maior concentração e foco. Tenho uma grande dificuldade de me manter num único foco, aliás. Se estou triste, feliz, ansiosa ou cansada, a comida é sempre o melhor remédio para mim.

Escrever sobre isso, é escrever sobre mim: a cozinha já salvou a minha vida mais de uma vez. Já curei coração partido, ressaca, doenças autoimunes, alergias e muito mais. Definitivamente, não quero só transcrever uma receita.

Já tive muitos planos mirabolantes a respeito de minha culinária e de minha vida. Sou muito sonhadora, e preciso de uma raiz no chão para me ajudar a viver aqui, e não nos meus devaneios.

Esse blogue é a primeira iniciativa que sai da cabeça e vem para a realidade! Espero que seja tão bom para quem lê quanto para quem escreve.

🙂

Viver é melhor que sonhar

Todos os anos, há muito tempo, eu faço como todo mundo e listo uma quantidade de coisas que quero que aconteçam. Já coloquei metas numéricas, novos hábitos, comportamentos, enfim, uma quantidade imensa de ideias, em cima das quais vou trabalhando.

E como (quase) todo mundo, isso me motiva durante um tempo, mas também me perco muito pelo caminho, me distraio com as emergências da vida, e com o meu comportamento usual, a minha zona de conforto. Para terminar o ano diferente de como iniciara, mas jamais, como havia projetado.

Nesse ano, combinei comigo mesma que precisava fazer mais, e planejar menos. Precisava sair um pouco do meu lugar de ficar na teoria alterando as coisas, e procurando sistemas, e ir mais para a prática. Esperar menos as condições ideais para começar alguma coisa, e fazer o melhor possível nas condições reais.

Feito é melhor que perfeito – esse seria o lema, e não por acaso, o nome que escolhi para esse blogue. Para poder falar sobre como tiraria as resoluções de ano novo (e os planos de vida) da cabeça, do mundo das ideias, para traze-las ao meu mundo real. Pensei em metas, em exercícios, mas fundamentalmente, pensei em nunca perder de vista que o objetivo desse ano é esse – fazer mais e sonhar menos.

E o que eu quero fazer mais? Bom, acho que o que todo mundo quer: aproveitar melhor meu tempo, meu dinheiro, comer melhor, viajar melhor, dormir melhor, ter uma saúde melhor, ler, escrever, criar, economizar… Em cima disso, cada pessoa tem as suas próprias ideias, mas ao fim e ao cabo, todo mundo quer viver o melhor possível.

Não vai ser fácil. Mas estar onde estou, e ser quem eu sou também não é! Se eu conseguir me aproximar mais da pessoa que quero me tornar, já estarei melhor que hoje, não é mesmo?